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VisionHub e Matterport: ver, percorrer e medir, e ficar com os dados

Com o Matterport e com o que entregamos na LAURIA ESCÁNER pode ver um espaço, percorrê-lo numa visita virtual e medir sobre ele. Até aqui, são parecidos. A diferença está no que lhe fica quando o projeto termina: connosco, os dados são seus e em formatos abertos.

Modelo IFC sobreposto à nuvem de pontos de um levantamento no visualizador web VisionHub
Neste artigo
  1. A resposta curta
  2. O que fazem igual: ver, percorrer e medir
  3. A diferença: os seus dados, em formatos abertos
  4. O que acontece no Matterport ao cancelar ou exportar
  5. Precisão: Matterport, laser terrestre e SLAM
  6. Tabela comparativa
  7. Quando se adequa cada um

A resposta curta

O Matterport e o VisionHub permitem ver, percorrer e medir um espaço no navegador. A diferença está no que recebe: o Matterport aloja o tour na sua plataforma enquanto mantiver a subscrição e cobra à parte a exportação da nuvem de pontos; a LAURIA ESCÁNER entrega-lhe sempre a nuvem de pontos em formatos abertos (E57, LAS, LAZ), e o VisionHub é apenas o visualizador onde se publica e partilha.

Dito de outra forma: no Matterport, o tour virtual é o produto. No nosso caso, o produto são os dados do levantamento, e o tour é uma forma cómoda de os consultar.

O que fazem igual: ver, percorrer e medir

Vale a pena começar pelo que têm em comum, porque para quem só quer ver um espaço as duas opções são muito semelhantes:

  • Ver: o espaço abre-se no navegador, no computador, tablet ou telemóvel, sem instalar nada.
  • Percorrer: uma visita virtual 360 em que se desloca de ponto em ponto, como se estivesse lá dentro.
  • Medir: distâncias, alturas e áreas diretamente sobre o espaço captado.
  • Partilhar: uma ligação para o cliente, o proprietário ou a equipa de obra abrirem sem licenças.

O VisionHub acrescenta a essa base o que um projeto técnico precisa: abrir na mesma cena a nuvem de pontos, o modelo BIM em IFC, o Gaussian Splatting e a ortofotografia, e compará-los com o estado real da obra.

Propriedades de uma parede do modelo IFC selecionada sobre a nuvem de pontos no VisionHub
VisionHub · modelo IFC sobre a nuvem de pontos do levantamento

A diferença: os seus dados, em formatos abertos

Quando encomenda um levantamento à LAURIA ESCÁNER, captamos com scanner laser LiDAR (terrestre ou SLAM) e drone, e entregamos-lhe os ficheiros. Não uma licença para os ver: os próprios ficheiros. A nuvem de pontos vai sempre; o resto depende do que o trabalho exigir.

EntregávelQuandoFormatoOnde se abre, além do VisionHub
Nuvem de pontosSempreE57, LAS, LAZCloudCompare, Autodesk ReCap, Leica Cyclone, Revit (via ReCap) e qualquer software que leia estes padrões; Potree como visualizador web de código aberto
Panorâmicas 360 (tour virtual)Se o trabalho incluir visita virtualJPG equirretangularQualquer visualizador 360, Pano2VR e a maioria das plataformas de tours
Gaussian SplattingSe for pedido um percurso fotorrealistaPLY, SPZVisualizadores e motores compatíveis com splats
OrtofotografiaQuando há voo de droneGeoTIFFQGIS, ArcGIS e qualquer SIG
Desenhos 2DSe o trabalho os incluirConforme o caderno de encargosSoftware CAD
Modelo BIMApenas se o trabalho incluir modelação BIMIFCRevit, Archicad, Blender com Bonsai e qualquer visualizador IFC

Isto tem três consequências práticas:

  1. O visualizador não é uma jaula. O VisionHub é onde publicamos o projeto para que toda a equipa o veja, mas se amanhã preferir outra plataforma, carrega lá os mesmos ficheiros.
  2. Trabalha no computador. A nuvem abre-se no software de modelação ou de análise que já utiliza; não é preciso comprar uma exportação para modelar sobre ela.
  3. Os dados estão georreferenciados. Trabalhamos com GNSS RTK ou na rede topográfica do projeto, pelo que a nuvem encaixa na cartografia, na ortofotografia e no resto da documentação.

Para saber com que ferramentas se abre cada formato, explicamos em detalhe nos guias de visualizadores BIM e de nuvem de pontos.

O que acontece no Matterport ao cancelar ou exportar

Convém ser rigoroso, porque é aqui que mais se simplifica. Tudo o que se segue vem da documentação oficial do Matterport, revista em setembro de 2026.

Os dados pertencem ao cliente

O contrato de subscrição do Matterport é claro: o cliente mantém a propriedade dos seus dados (cláusula 18). O problema, portanto, não é a propriedade legal, mas sim o acesso e o formato.

Ao cancelar, os espaços deixam de estar disponíveis

Segundo as perguntas frequentes sobre cancelamento do Matterport, quando a subscrição termina todos os espaços deixam de estar disponíveis e as ligações ativas dão erro. Os modelos não são apagados, mas não consegue voltar a aceder-lhes sem contratar outro plano com o mesmo e-mail. O contrato diz o mesmo: terminado o serviço, o cliente deixa de ter acesso aos espaços e complementos alojados na plataforma.

A nuvem de pontos compra-se à parte

Nada disto é escondido nem abusivo: é o modelo de negócio de uma plataforma de tours. Mas convém sabê-lo antes de escolher, sobretudo se o tour tiver de servir anos depois para uma remodelação, uma manutenção ou uma peritagem.

Precisão: Matterport face ao scanner laser terrestre (TLS) e ao SLAM

Os três permitem medir, mas não com a mesma fiabilidade. Medir num tour serve para ter uma ideia; medir na nuvem de um levantamento serve para projetar, modelar ou certificar. Estas são as ordens de grandeza:

SistemaPrecisão indicativaPara que serve
Matterport com câmara Pro3±20 mm a 10 m, segundo o próprio fabricanteDistribuição de espaços, áreas aproximadas, comercialização e documentação visual
Scanner SLAM portátilNa ordem de 1 a 3 cm, consoante o equipamento, o percurso e os pontos de controloPlantas de distribuição, armazéns, galerias, lojas e percursos longos
Scanner laser terrestre (TLS)±2 mm nominal em condições controladasModelação BIM As Built, instalações, estrutura, controlo dimensional e peritagens

A diferença não está só no sensor. Pesam três fatores:

  1. Como se mede cada ponto. A Pro3 foi pensada para captar um tour depressa. Um scanner terrestre mede cada ponto com um laser de topografia a partir de uma estação fixa, e o SLAM mede em contínuo enquanto o técnico caminha.
  2. Como se controla o erro do conjunto. No Matterport, cada captura é alinhada automaticamente com as anteriores, sem pontos de controlo externos, pelo que, num edifício grande ou com vários pisos, nada limita o erro acumulado. Num levantamento, as estações do scanner terrestre são registadas com alvos ou na rede topográfica, e a deriva do SLAM é corrigida fechando circuitos e com pontos de apoio.
  3. Onde está o modelo. O E57 do Matterport não está georreferenciado; as nossas nuvens estão, com GNSS RTK ou na rede do projeto.

Na prática, ±20 mm chegam para decidir onde fica um móvel ou para mostrar um imóvel. Não chegam para modelar uma sala de bombas, pré-fabricar um troço de tubagem ou verificar a planeza de uma laje. Por isso escolhemos o equipamento em função da tolerância que o projeto exige: SLAM quando a rapidez é prioritária e a precisão centimétrica basta, scanner terrestre quando é preciso o milímetro e, muitas vezes, os dois no mesmo trabalho. Explicamo-lo com mais detalhe no serviço de digitalização 3D laser e no de modelação BIM As Built.

Tabela comparativa

MatterportLAURIA ESCÁNER + VisionHub
Ver, percorrer e medir no navegadorSimSim
Quem captaO próprio cliente ou um prestador, com câmara Matterport, câmara 360 ou telemóvelNós, com scanner laser LiDAR e drone
Precisão declarada±20 mm a 10 m com a câmara Pro3 (dado do Matterport)Scanner laser terrestre (TLS): ±2 mm nominal em condições controladas. SLAM: na ordem de 1 a 3 cm
Nuvem de pontosE57 pago por espaço; XYZ no MatterPakSempre incluída, em E57, LAS ou LAZ
GeorreferenciaçãoO E57 não está georreferenciadoGNSS RTK ou rede topográfica do projeto
Outros entregáveisMalha OBJ, plantas, fotografias e vídeoConforme o trabalho: 360 em JPG, splats PLY/SPZ, ortofotografia GeoTIFF, desenhos 2D, IFC
Se deixar de pagar a plataformaAs ligações dão erro até voltar a subscreverOs ficheiros continuam a ser seus, nos seus discos
Ponto forteRapidez, vista dollhouse e ecossistema de integraçõesDados mensuráveis, abertos e reutilizáveis

Quando se adequa cada um

O Matterport adequa-se bem se…

  • Precisa de tours imobiliários ou de hotelaria rápidos, com muitos espaços por mês e captação própria.
  • Lhe basta a vista dollhouse, a planta esquemática e medições aproximadas das divisões.
  • O seu fluxo de trabalho já vive dentro do ecossistema de integrações e vai manter a subscrição.

O que a LAURIA ESCÁNER entrega adequa-se melhor se…

  • O levantamento vai servir para projetar, modelar ou medir a sério: remodelações, Scan to BIM, indústria, infraestruturas ou património.
  • Quer conservar os dados sem depender de uma subscrição, em formatos que qualquer programa abrirá daqui a dez anos.
  • Precisa de combinar o tour com a nuvem, a ortofotografia do drone, o Gaussian Splatting ou o modelo BIM num gémeo digital.

Já tem tours no Matterport e não sabe se servem para um projeto técnico? Diga-nos o que precisa de medir e dizemos-lhe se basta o que tem ou se compensa um levantamento com scanner laser.

Perguntas frequentes

Dúvidas habituais

O que é melhor, Matterport ou VisionHub?

Depende do objetivo. Para uma visita virtual imobiliária rápida, o Matterport é uma solução muito bem acabada. Se precisa de medições fiáveis, de uma nuvem de pontos georreferenciada ou de um modelo BIM, e quer ficar com os ficheiros em formatos abertos, o que a LAURIA ESCÁNER entrega —captado com scanner laser e drone e publicado no VisionHub— dá-lhe as duas coisas: o tour para partilhar e os dados para trabalhar.

O que acontece aos meus tours do Matterport se cancelar a subscrição?

Segundo o suporte do Matterport, quando a subscrição termina os espaços deixam de estar disponíveis e as ligações ativas dão erro. Não são apagados, mas não consegue voltar a aceder-lhes sem contratar novamente um plano com o mesmo e-mail. O que quiser guardar fora da plataforma tem de ser exportado antes.

É possível descarregar a nuvem de pontos de um tour do Matterport?

Sim, mas paga-se à parte. O ficheiro E57 é uma compra única por espaço, disponível a partir do plano Professional e apenas para espaços captados com câmaras Pro do Matterport; a tabela de preços oficial indica 99 € por ficheiro. A nuvem XYZ, de menor densidade, vem no MatterPak, que também se compra por espaço. Segundo o Matterport, o seu E57 não está georreferenciado.

Em que formatos entrega a LAURIA ESCÁNER?

Sempre a nuvem de pontos, em E57, LAS ou LAZ. Consoante o que o trabalho exigir, também: panorâmicas 360 em JPG equirretangular para o tour virtual, Gaussian Splatting em PLY ou SPZ, ortofotografia em GeoTIFF quando há voo de drone, desenhos 2D e, se for contratada a modelação, o modelo BIM em IFC.

Posso ver a visita virtual sem o VisionHub?

Sim. O VisionHub é onde publicamos e partilhamos o projeto, mas os ficheiros são seus: as panorâmicas 360 são JPG equirretangulares que qualquer visualizador 360 abre, e a nuvem de pontos abre-se no CloudCompare, no Autodesk ReCap, no Leica Cyclone ou, através do ReCap, no Revit.

Medir no Matterport é tão preciso como numa nuvem de scanner laser?

Não. O Matterport indica para a câmara Pro3 uma precisão de ±20 mm a 10 m, e na sua própria tabela comparativa coloca um scanner laser terrestre como o Leica RTC360 em ±1,9 mm. Os nossos scanners laser terrestres (TLS) trabalham com uma precisão nominal de ±2 mm em condições controladas, e os scanners SLAM portáteis, na ordem de 1 a 3 cm, consoante o equipamento, o percurso e os pontos de controlo. Em ambos os casos, com georreferenciação GNSS RTK ou na rede topográfica do projeto.

Qual é a diferença entre um tour virtual 360 e um gémeo digital?

Um tour virtual 360 é um conjunto de panorâmicas ligadas para percorrer um espaço. Um gémeo digital junta ainda a geometria mensurável (nuvem de pontos, modelo BIM) e dados do ativo. No VisionHub convivem as duas coisas: a visita 360 para quem só quer ver e a nuvem ou o modelo para quem precisa de medir.

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